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Talvez você deva conversar com alguém
Lidar com o zumbido pode ser desafiador, especialmente quando ele parece dominar sua rotina e gerar ansiedade constante. No entanto, a psicoterapia para zumbido é uma abordagem eficaz que ajuda a transformar sua percepção sobre o sintoma, reduzindo o incômodo e o impacto negativo que ele pode causar. Mais do que tratar o som em si, a terapia trabalha as emoções, crenças e comportamentos que intensificam o sofrimento, oferecendo um caminho para uma convivência mais leve e saudável.
Conteúdo
Introdução
“Nada é mais desejável do que se livrar de uma aflição, mas nada é mais assustador do que ser privado de uma muleta.”
Essa frase, que abre o livro Talvez Você Deva Conversar com Alguém, me fez refletir profundamente. O que me angustia, mas ainda carrego por medo de enfrentar o novo? Por que continuo apegada ao sofrimento conhecido? Por medo de falhar? Ou, talvez, por medo de admitir que, apesar da dor, essa aflição me serve de algum modo?
“Não podemos ter mudança sem perda. Por isso, tantas pessoas dizem querer mudar, mas continuam exatamente iguais.”
A metáfora usada no livro é poderosa: imagine-se em uma cela de prisão, segurando firmemente nas barras à sua frente, clamando por liberdade. Você não percebe que, ao lado, não há grades; a saída está ao alcance, mas o hábito de olhar apenas para frente te impede de enxergá-la. Todos os dias, você escolhe permanecer preso.
Assumir a responsabilidade pelas mudanças
“Um dos passos mais importantes da terapia é ajudar as pessoas a assumirem responsabilidade por suas crises em andamento. Quando elas percebem que podem e devem construir suas próprias vidas, tornam-se livres para gerar mudanças.”
No entanto, muitos de nós acreditam que o problema está fora de nosso controle. Justificamos nossas dores como sendo causadas por fatores externos:
- Uma enxaqueca persistente.
- O chefe insuportável.
- Um namorado desleal.
- Um zumbido que ninguém parece ser capaz de tratar.
Esse tipo de pensamento, embora comum, perpetua a ideia de que a solução não depende de nós. Afinal, se o problema está fora, por que mudar? Mas a verdade é que o mundo ao nosso redor não permanecerá o mesmo.
O papel da psicoterapia no tratamento de zumbido e tontura
Se você chegou até aqui buscando informações sobre zumbido ou tontura, pode estar se perguntando o que essa reflexão tem a ver com você. A resposta é simples: tudo.
O tratamento psicoterápico – a terapia com psicólogos – é uma ferramenta essencial para lidar com o zumbido. Apesar disso, muitos pacientes relutam em recorrer a ela, acreditando que a solução deve vir de um medicamento milagroso. Mas atualmente não existe um remédio que elimine completamente o zumbido.
O que é possível, no entanto, é aprender a conviver com ele de forma saudável. Quando a percepção sobre o zumbido muda, ele deixa de ser um problema e se torna apenas um som de fundo – como o barulho do ar-condicionado. Está lá, mas não ocupa sua atenção, não incomoda e não afeta sua felicidade.
Quebrando o ciclo de sofrimento
Conquistar essa mudança de percepção exige um confronto com o sintoma e com as emoções e crenças que o acompanham:
- É algo grave?
- Isso pode me matar?
- Será que estou perdendo a cabeça?
- Vou acabar como aquela tia que só reclama do zumbido?
Esses medos amplificam a experiência negativa com o sintoma. Eles desencadeiam um ciclo: o medo gera ansiedade e sofrimento, que aumentam o incômodo com o zumbido. Quanto mais você tenta evitar o sintoma, mais ele domina seus pensamentos.
A psicoterapia atua justamente nesse ponto, ajudando você a:
- Identificar e confrontar suas emoções.
- Regular seus sentimentos e comportamentos em relação ao zumbido.
- Romper o ciclo de catástrofe e sofrimento.
A ajuda que você precisa
A mudança não acontece sozinha, e enfrentar essas questões pode ser difícil. É aqui que entra a psicoterapia para zumbido. Ela proporciona suporte para que você assuma o controle sobre seus medos, crenças e reações, transformando a maneira como você percebe e lida com o zumbido – e, mais amplamente, com sua vida.
Talvez você deva conversar com alguém. Essa decisão pode ser o primeiro passo para conquistar a liberdade que você tanto busca.
O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa. Portanto, consulte um especialista em Doenças do Labirinto.