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Não trato doenças: O verdadeiro significado do cuidado médico | Tratamento para Zumbido

Não trato doenças: O verdadeiro significado do cuidado médico

O zumbido nos ouvidos gera angústia e inúmeras dúvidas, especialmente quando médicos tratam o diagnóstico de forma desumanizada. Muitos pacientes ouvem frases como “você precisa aprender a conviver com isso“, mas não recebem a devida orientação ou um tratamento adequado. No entanto, o tratamento para zumbido existe, e começa quando os profissionais adotam uma abordagem que prioriza a escuta ativa, o acolhimento e a compreensão das necessidades individuais de cada pessoa.

Introdução

“Quando você trata uma doença, você ganha ou perde. Mas quando você trata uma pessoa, eu garanto: ambos ganham, não importa o resultado.”

Essa frase, frequentemente associada ao clássico filme Patch Adams, reflete a essência do cuidado médico verdadeiro. No entanto, a realidade de muitas consultas médicas está longe de alcançar esse ideal.

Imagine a seguinte cena:

A experiência fria e desumanizada de um atendimento

Você chega a um consultório. A sala de espera é impessoal, com uma TV ligada no noticiário, uma secretária ocupada entre o computador e o celular, quase sem tempo de levantar os olhos para cumprimentar os pacientes que aguardam.

Após 40 minutos de atraso, você finalmente ouve o chamado: “Pode entrar na sala 5!”

Você caminha por um corredor neutro, frio, e adentra uma sala elegante e bem decorada. Do outro lado da mesa, está o médico, com um semblante tenso e olhar que parece focado em qualquer coisa, menos em você.

Sem cumprimentos, ele vai direto ao ponto: “Me conte o que está acontecendo.”

Enquanto você tenta explicar seu problema, ele digita rapidamente no computador, interrompendo suas frases quando considera que algo não é relevante para a consulta. Você menciona um detalhe importante sobre sua vida, que acredita estar ligado ao problema, mas isso é ignorado. Após alguns minutos, ele se levanta para examinar seus ouvidos.

Logo em seguida, retorna à cadeira, faz mais anotações e, finalmente, olha para você com um diagnóstico pronto, tudo isso em menos de 15 minutos: “O que você tem é zumbido, e isso não tem cura.”

A sentença e o peso das palavras

Você sente um nó na garganta e tenta se agarrar a alguma esperança: “Mas não há nada que possa ser feito, doutor?”

A resposta vem seca e definitiva: “Você precisa aprender a conviver com isso. Faça esse exame de audição, provavelmente é causado pela sua perda auditiva.”

O exame confirma a perda auditiva e, como tratamento, você recebe a recomendação de usar um aparelho auditivo. Mas o zumbido? Nenhuma palavra sobre como lidar com ele, nenhuma orientação clara.

Você sai da consulta triste, confuso e cheio de dúvidas:

  • Será que o zumbido é mesmo só pela perda auditiva?
  • E se for um tumor?
  • Pode ser algo mais grave que ele não detectou?

Ao invés de clareza e soluções, a consulta te deixa com mais incertezas e um sentimento de abandono.

Cuidar é mais do que diagnosticar

Essa situação ocorre com frequência, mas não deveria. O tratamento vai além de um diagnóstico ou de um receituário; o médico acolhe as dúvidas, entende as preocupações e oferece respostas que trazem segurança e alívio.

A verdade é que o zumbido tem sim tratamento. Os profissionais podem aliviá-lo ou manejá-lo de diferentes formas, considerando a causa, a intensidade e as condições associadas. No entanto, o cuidado com o zumbido começa antes de qualquer exame ou prescrição – começa quando o profissional escuta ativamente e demonstra empatia.

O verdadeiro cuidado médico

Cuidar de verdade é reconhecer que um paciente não é apenas um conjunto de sintomas. É entender que:

  • Uma consulta deve ser um espaço acolhedor, onde o paciente se sinta ouvido e compreendido.
  • O diagnóstico precisa vir acompanhado de explicações claras, opções de tratamento e, acima de tudo, humanidade.
  • A frase “aprenda a conviver com isso” só deveria ser usada quando todas as alternativas forem exaustivamente exploradas.

Se você vive com zumbido, saiba que existe tratamento. Busque um profissional que olhe além dos exames e foque em você como pessoa. Cuidar é mais do que diagnosticar – é estar ao seu lado nessa jornada.

O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa. Consulte um especialista em Doenças do Labirinto.

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